{"id":28,"date":"2024-09-06T18:35:19","date_gmt":"2024-09-06T18:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/?p=28"},"modified":"2024-09-06T18:35:19","modified_gmt":"2024-09-06T18:35:19","slug":"aspectos-juridicos-do-contrato-de-locacao-de-imovel-residencial-urbano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/?p=28","title":{"rendered":"Aspectos jur\u00eddicos do contrato de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel residencial urbano"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Aspectos jur\u00eddicos do contrato de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel residencial urbano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Raissa Nacer Oliveira de Andrade &#8211; Advogada devidamente registrada na OAB-SE Especialista em Direito Material e Processual do Trabalho e P\u00f3s-Graduanda em Direito Material e Processual Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro dos mandamentos da referida Lei do Inquilinato, o presente resumo, se presta a fazer uma an\u00e1lise dos aspectos jur\u00eddicos do Contrato de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis urbanos residenciais, demonstrando as cl\u00e1usulas mais importantes, com a finalidade e exibir a import\u00e2ncia do referido contrato e com a finalidade de informar aos leitores a import\u00e2ncia do entendimento dos dispositivos da lei, para que seja realizado um justo e certo acordo, para que n\u00e3o seja necess\u00e1rio uma resolu\u00e7\u00e3o de lide atrav\u00e9s das vias judiciais, com uma a\u00e7\u00e3o de Despejo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>1.Conceito e aspectos jur\u00eddicos do Contrato<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contrato \u00e9 fonte de obriga\u00e7\u00e3o que repercute no mundo jur\u00eddico. \u00c9 uma esp\u00e9cie de neg\u00f3cio jur\u00eddico que depende, para a sua forma\u00e7\u00e3o, da participa\u00e7\u00e3o de pelo menos duas pessoas. \u00c9, portanto, neg\u00f3cio jur\u00eddico bilateral ou plurilateral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se pode duvidar que t\u00e3o antigo como o pr\u00f3prio ser humano \u00e9 o conceito de contrato, que nasceu a partir do momento em que as pessoas passaram a se relacionar e a viver em sociedade. A pr\u00f3pria palavra sociedade traz a ideia de contrato, de composi\u00e7\u00e3o entre as partes com uma finalidade. A fei\u00e7\u00e3o atual do instituto vem sendo moldada desde a \u00e9poca romana sempre baseada na realidade social. Com as recentes inova\u00e7\u00f5es legislativas e com a sens\u00edvel evolu\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, n\u00e3o h\u00e1 como desvincular o contrato da atual realidade nacional, surgindo a necessidade de dirigir os pactos para a consecu\u00e7\u00e3o de finalidades que atendam os interesses da coletividade, atendendo \u00e0 real fun\u00e7\u00e3o social dos contratos\u201d ( TARTUCE, 2012. p. 506).<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato depende da vontade humana e cria direitos e obriga\u00e7\u00f5es. \u00c9 um acordo de vontades, na conformidade da lei, e com a finalidade de adquirir, resguardar, transferir, conservar ou modificar direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rias s\u00e3o as esp\u00e9cies de contratos, algumas nominadas, trazidas pelo CC\/02 e por legisla\u00e7\u00f5es especiais e outras inominadas, por\u00e9m com efeito jur\u00eddico, desde que seguidos dos preceitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do contrato ser uma manifesta\u00e7\u00e3o de vontade, a legisla\u00e7\u00e3o p\u00e1tria limita a liberdade de contratar, fazendo com que todos os contratos tenham a obriga\u00e7\u00e3o de seguir a fun\u00e7\u00e3o social do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa conson\u00e2ncia, disp\u00f5e o art. 421 do C\u00f3digo Civil de 2002:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA liberdade de contratar ser\u00e1 exercida em raz\u00e3o e nos limites da fun\u00e7\u00e3o social do contrato\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta regra, tem como escopo, promover a realiza\u00e7\u00e3o de uma justi\u00e7a comutativa, diminuindo as desigualdades substanciais entre os contratantes. A autonomia da liberdade de contratar, deve estar em conson\u00e2ncia com os interesses sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato, assim como qualquer outro neg\u00f3cio jur\u00eddico, devem observar o preenchimento de requisitos legais, para que produza efeitos no mundo jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs requisitos ou condi\u00e7\u00f5es de validade dos contratos s\u00e3o de duas esp\u00e9cies: a) de ordem geral, comum a todos os atos e neg\u00f3cios jur\u00eddicos, como a capacidade do agente, o objeto l\u00edcito, poss\u00edvel, determinado ou determin\u00e1vel, e a forma prescrita ou n\u00e3o proibida em lei (CC, art. 104); b) de ordem especial, espec\u00edfico dos contratos: o consentimento rec\u00edproco ou o acordo de vontades\u201d( GON\u00c7ALVES, 2017, p. 33)<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, podemos concluir que o contrato, nada mais \u00e9 do que, o encontro de duas vontades \u2013 a manifesta\u00e7\u00e3o de vontade de um lado com a manifesta\u00e7\u00e3o de vontade do outro lado \u2013 e que tem por objetivo produzir uma norma jur\u00eddica, n\u00e3o criando uma lei, mas uma norma jur\u00eddica individual, at\u00e9 porque, a lei \u00e9 uma norma jur\u00eddica geral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2- O Contrato de Loca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Contrato de Loca\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante usado nas quest\u00f5es que envolvem rela\u00e7\u00f5es sociais, desde os tempos mais antigos, lembrando que ainda \u00e9 um dos tipos de contratos mais utilizado, assim a loca\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente no dia-a-dia das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mediante um contrato de loca\u00e7\u00e3o, uma das partes se obriga a conceder \u00e0 outra o uso e gozo de uma coisa n\u00e3o fung\u00edvel, temporariamente e mediante remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o art. 565 do CC\/02:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 o contrato pelo qual uma das partes se obriga a ceder \u00e0 outra, por tempo determinado ou n\u00e3o, o uso e gozo de coisa n\u00e3o fung\u00edvel, mediante certa retribui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As partes deste contrato denominam-se locador \u2013 aquele que \u00e9 o propriet\u00e1rio e cede a coisa a ser locada ; e o locat\u00e1rio \u2013 o inquilino, aquele que usar\u00e1 da coisa e pagar\u00e1 por isto. A retribui\u00e7\u00e3o pelo uso e gozo da coisa chama-se aluguel.<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato de loca\u00e7\u00e3o \u00e9 bilateral, porque envolve presta\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas; oneroso, uma vez que a obriga\u00e7\u00e3o de uma das partes tem como equivalente a presta\u00e7\u00e3o que a outra lhe faz, sendo a ess\u00eancia da loca\u00e7\u00e3o, pois se for gratuita, descaracteriza o referido contrato, originando outro chamado de comodato; \u00e9 consensual, tendo em vista que se aperfei\u00e7oa com um acordo de vontades; \u00e9 comutativo, vez que n\u00e3o envolve risco e as presta\u00e7\u00f5es s\u00e3o certas e n\u00e3o aleat\u00f3rias; \u00e9 n\u00e3o solene, porque a forma \u00e9 livre, com algumas exce\u00e7\u00f5es legais; e por \u00faltimo, \u00e9 de trato sucessivo ou de execu\u00e7\u00e3o continuada, porque se prolonga no tempo. As presta\u00e7\u00f5es s\u00e3o peri\u00f3dicas e, assim, n\u00e3o se extingue com o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No contrato de loca\u00e7\u00e3o, tr\u00eas elementos se fazem essenciais: o objeto, o pre\u00e7o e o consentimento.<\/p>\n\n\n\n<p>As obriga\u00e7\u00f5es do locador, especificadas no art. 566 do CC\/02, consistem em: entregar ao locat\u00e1rio a coisa alugada, acompanhada dos seus acess\u00f3rios; manter a coisa no mesmo estado, pelo tempo do contrato e garantir o uso pac\u00edfico da coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as obriga\u00e7\u00f5es do locat\u00e1rio, est\u00e3o elencadas no art. 569 do CC\/02 e se resumem em: servir-se da coisa alugada para os usos convencionados; pagar pontualmente o aluguel, dentro dos prazos ajustados; levar ao conhecimento do locador, eventuais turba\u00e7\u00f5es; e restituir a coisa, finda a loca\u00e7\u00e3o, no estado em que a recebeu, salvo as deteriora\u00e7\u00f5es naturais ao uso regular.<\/p>\n\n\n\n<p>2.1- Loca\u00e7\u00e3o de Im\u00f3veis Residenciais:<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato de loca\u00e7\u00e3o residencial \u00e9 o instrumento por meio do qual o propriet\u00e1rio (locador) cede o uso de seu im\u00f3vel urbano para que outra pessoa (locat\u00e1ria) nele resida.<\/p>\n\n\n\n<p>Loca\u00e7\u00e3o residencial \u00e9 aquela que tem cunho de moradia. Desse modo se uma casa for alugada para servir de com\u00e9rcio, esta loca\u00e7\u00e3o deixar\u00e1 de ser residencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste documento, ser\u00e3o fixados o valor e a data de vencimento do aluguel a ser pago pelo locat\u00e1rio, bem como o tempo total de loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o contrato dever\u00e1 prever os direitos e os deveres de cada uma das partes envolvidas, tais como a responsabilidade pelo pagamento de tributos e a indeniza\u00e7\u00e3o de obras e melhoramentos realizados no im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o locat\u00e1rio for prestar algum tipo de garantia &#8211; tal como cau\u00e7\u00e3o, fian\u00e7a ou seguro de fian\u00e7a locat\u00edcia -, os seus termos vir\u00e3o, igualmente, explicitados neste contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contratos de Loca\u00e7\u00e3o de Im\u00f3veis Residenciais, s\u00e3o regidos pela Lei 8.245\/91, a chamada Lei do Inquilinato. A referida lei, sofreu altera\u00e7\u00f5es pela Lei 12.112\/09.<\/p>\n\n\n\n<p>O aluguel de im\u00f3vel residencial, possui algumas peculiaridades e \u00e9 essencial que as partes firmem um contrato escrito, com a maior clareza e esclarecimentos poss\u00edveis, a fim de que sejam evitados transtornos e tamb\u00e9m tem a finalidade de evitar que as partes enfrentem uma dif\u00edcil e angustiante A\u00e7\u00e3o de Despejo.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei do inquilinato traz alguns direitos e deveres para as partes, e \u00e9 importante esclarecer os mais importantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a vig\u00eancia do contrato, o propriet\u00e1rio n\u00e3o poder\u00e1 reaver seu im\u00f3vel sem motivo justo, devendo garantir ao inquilino a utiliza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel at\u00e9 o t\u00e9rmino do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Lei do Inquilinato, n\u00e3o h\u00e1 um prazo pr\u00e9-determinado para a loca\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, podendo at\u00e9 mesmo, ser estabelecido por prazo indeterminado. Por\u00e9m, no caso de im\u00f3veis residenciais, o ideal \u00e9 que no corpo no contrato, seja firmado por tempo pr\u00e9-determinando, cumprindo a regra do art. 46:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cArt. 46. Nas loca\u00e7\u00f5es ajustadas por escrito e por prazo igual ou superior a trinta meses, a resolu\u00e7\u00e3o do contrato ocorrer\u00e1 findo o prazo estipulado, independentemente de notifica\u00e7\u00e3o ou aviso.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>1\u00ba Findo o prazo ajustado, se o locat\u00e1rio continuar na posse do im\u00f3vel alugado por mais de trinta dias sem oposi\u00e7\u00e3o do locador, presumir &#8211; se &#8211; \u00e1 prorrogada a loca\u00e7\u00e3o por prazo indeterminado, mantidas as demais cl\u00e1usulas e condi\u00e7\u00f5es do contrato.<\/li>\n\n\n\n<li>2\u00ba Ocorrendo a prorroga\u00e7\u00e3o, o locador poder\u00e1 denunciar o contrato a qualquer tempo, concedido o prazo de trinta dias para desocupa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O estabelecimento do prazo e por no m\u00ednimo trinta meses, d\u00e1 a faculdade ao propriet\u00e1rio de reaver o seu im\u00f3vel. Em loca\u00e7\u00f5es ajustadas por escrito e por prazo igual ou superior a trinta meses, as principais caracter\u00edsticas s\u00e3o direito do locador reaver o im\u00f3vel ap\u00f3s findado o prazo de vencimento, sem que haja pr\u00e9via notifica\u00e7\u00e3o, assim n\u00e3o h\u00e1 o que se falar em prorroga\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria do contrato ap\u00f3s o vencimento, por\u00e9m decorridos 30 dias do vencimento do contrato sem que o locador se pronuncie, ocorre a prorroga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita, dessa forma o contrato passa a ser prorrogado por prazo indeterminado, mantendo desta forma as cl\u00e1usulas contratuais bem como as condi\u00e7\u00f5es do referido contrato, neste caso poder\u00e1 o locador, a qualquer tempo, reaver o im\u00f3vel desde que seja concedido o prazo de 30 dias para a desocupa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Na loca\u00e7\u00e3o, o propriet\u00e1rio tem a obriga\u00e7\u00e3o de arcar com eventuais avarias que antecedam a atual loca\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de taxas tribut\u00e1rias, impostos e seguros, caso o contrato n\u00e3o informe o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O propriet\u00e1rio tamb\u00e9m dever\u00e1 pagar despesas extraordin\u00e1rias de condom\u00ednio, como reforma de pr\u00e9dio e fundo de reserva, caso haja.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aconselh\u00e1vel tamb\u00e9m que o propriet\u00e1rio tenha acesso \u00e0 vistoria feita pela imobili\u00e1ria, caso o pr\u00f3prio n\u00e3o tenha feito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m de direito do propriet\u00e1rio o acesso \u00e0 comprovantes detalhados de toda movimenta\u00e7\u00e3o financeira referente a seu im\u00f3vel, como pagamento e repasse de aluguel.<\/p>\n\n\n\n<p>O propriet\u00e1rio, pode proibir, mediante cl\u00e1usula expressa, que o im\u00f3vel seja sublocado, ou que seja alterada a finalidade da loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor do aluguel \u00e9 de livre estipula\u00e7\u00e3o, por\u00e9m devem ser observadas as regras dos arts. 17 a 20 da Lei do Inquilinato, in verbis:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cArt. 17. \u00c9 livre a conven\u00e7\u00e3o do aluguel, vedada a sua estipula\u00e7\u00e3o em moeda estrangeira e a sua vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial ou ao sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas loca\u00e7\u00f5es residenciais ser\u00e3o observados os crit\u00e9rios de reajustes previstos na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18. \u00c9 l\u00edcito \u00e0s partes fixar, de comum acordo, novo valor para o aluguel, bem como inserir ou modificar cl\u00e1usula de reajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19. N\u00e3o havendo acordo, o locador ou locat\u00e1rio, ap\u00f3s tr\u00eas anos de vig\u00eancia do contrato ou do acordo anteriormente realizado, poder\u00e3o pedir revis\u00e3o judicial do aluguel, a fim de ajust\u00e1-lo ao pre\u00e7o de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20. Salvo as hip\u00f3teses do art. 42 e da loca\u00e7\u00e3o para temporada, o locador n\u00e3o poder\u00e1 exigir o pagamento antecipado do aluguel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tais regras visam proteger o direito de moradia, evitando um aumento excessivo ap\u00f3s a assinatura do contrato, cumprindo a fun\u00e7\u00e3o social do contrato. Por outro lado, tamb\u00e9m resguardam a valoriza\u00e7\u00e3o do aluguel, em rela\u00e7\u00e3o ao locador, para que com o passar dos anos, n\u00e3o fique t\u00e3o defasado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante que no bojo do contrato, seja estabelecida uma modalidade de garantia, conforme o art. 37 da Lei do Inquilinato, in verbis:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cArt. 37. No contrato de loca\u00e7\u00e3o, pode o locador exigir do locat\u00e1rio as seguintes modalidades de garantia:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; cau\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; fian\u00e7a;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; seguro de fian\u00e7a locat\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; cess\u00e3o fiduci\u00e1ria de quotas de fundo de investimento. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.196, de 2005)<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 vedada, sob pena de nulidade, mais de uma das modalidades de garantia num mesmo contrato de loca\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o de uma das garantias do artigo acima, d\u00e1 maior seguran\u00e7a ao cumprimento do contrato, mas para que o fiador responsa solidariamente, \u00e9 necess\u00e1ria cl\u00e1usula expressa neste sentido, caso contr\u00e1rio, responder\u00e1 subsidiariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de problemas com inquilino, como falta de pagamento, \u00e9 direito do propriet\u00e1rio solicitar o im\u00f3vel antes do t\u00e9rmino de contrato, seja amigavelmente ou por meio de a\u00e7\u00e3o de despejo.<\/p>\n\n\n\n<p>O inquilino tem o dever de pagar seu aluguel pontualmente no prazo previamente acordado, determinado em contrato. O n\u00e3o pagamento do aluguel pontualmente gera multa e eventualmente inclus\u00e3o do mesmo no servi\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, bem como a\u00e7\u00e3o de despejo, caso seja solicitado pelo propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m de obriga\u00e7\u00e3o do inquilino a manuten\u00e7\u00e3o proveniente de mau uso, como danos a janelas, portas, fechaduras, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O locat\u00e1rio n\u00e3o pode modificar o im\u00f3vel sem o pr\u00e9vio consentimento, preferencialmente documentado, do propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 de obriga\u00e7\u00e3o do inquilino levar ao conhecimento do propriet\u00e1rio, por interm\u00e9dio da imobili\u00e1ria, todo e qualquer reparo que seja de responsabilidade do locador.<\/p>\n\n\n\n<p>O inquilino tem a obriga\u00e7\u00e3o de reparar os danos feitos durante sua ocupa\u00e7\u00e3o no im\u00f3vel antes de entregar as chaves. Lembrando que ser\u00e1 feito um comparativo do im\u00f3vel mediante ao laudo de vistoria feito no in\u00edcio da loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel locado deve servir apenas para a fun\u00e7\u00e3o especificada em contrato, ou seja, se o im\u00f3vel \u00e9 residencial, sua natureza deve permanecer residencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Em caso de venda do im\u00f3vel, a prefer\u00eancia de compra \u00e9 do inquilino que utiliza o mesmo. Caso este direito n\u00e3o seja respeitado, o locat\u00e1rio pode entrar com uma a\u00e7\u00e3o judicial de perdas e danos.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei do inquilinato veio para materializar a at\u00e9 ent\u00e3o tamb\u00e9m inovadora teoria contratual. Balanceou as bases do contrato, igualou as partes contratantes, harmonizou a rela\u00e7\u00e3o \u201c<em>ex locatio\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: www.ambito-juridico.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aspectos jur\u00eddicos do contrato de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel residencial urbano Por: Raissa Nacer Oliveira de Andrade &#8211; Advogada devidamente registrada na OAB-SE Especialista em Direito Material e Processual do Trabalho e P\u00f3s-Graduanda em Direito Material e Processual Civil. Dentro dos mandamentos da referida Lei do Inquilinato, o presente resumo, se presta a fazer uma an\u00e1lise [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29,"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28\/revisions\/29"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.granadaimoveis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}